
O mamey sapote (Pouteria sapota) deixou de ser apenas uma curiosidade para se tornar a nova joia dos entusiastas de pomares tropicais no Brasil. Com origens na América Central e parentesco próximo com o abiu e o sapoti, o fruto chama a atenção pela estética: por fora, lembra uma miniatura de abóbora moranga; por dentro, entrega uma polpa alaranjada incrivelmente cremosa.
Muito valorizada no México e em ilhas do Caribe, a fruta tem um sabor que mistura abóbora cozida doce, mel de abelhas e notas sutis de amêndoas. O resultado é uma textura aveludada, semelhante a um purê denso, que pode ser consumida in natura ou utilizada em sobremesas sofisticadas sem a necessidade de espessantes.
++ Essa fruta JAMAICANA é deliciosa, mas pode ser FATAL
Além de agradar ao paladar, a polpa é nutricionalmente rica em vitamina A, potássio e fibras, sendo uma excelente fonte de energia para crianças e esportistas.
Cultivo e adaptação no Brasil
Por ser nativa de climas quentes, a árvore do mamey sapote encontrou terreno propício para se desenvolver nas regiões Sudeste e Nordeste do país, mas os produtores alertam: a espécie é altamente sensível a geadas e frio intenso. Diferente do tradicional abacate de quintal, que apresenta um perfil suave e oleoso, o mamey possui doçura marcante e exige paciência, já que o ciclo biológico de maturação pode levar até 18 meses da floração até a colheita.
Para garantir frutos de qualidade e evitar anomalias, os especialistas recomendam o uso de mudas enxertadas de boa procedência. O plantio deve ser feito em solos profundos, com boa drenagem e reforçados com matéria orgânica e esterco curtido. Como a árvore é de grande porte e pode chegar a 15 metros de altura, o planejamento do espaço é fundamental.
Na hora da colheita, o truque para saber se a fruta está madura é simples e manual: basta dar um pequeno arranhão na casca áspera com a unha. Se a coloração por baixo for um laranja brilhante, o mamey está no ponto para consumo; caso contrário, é necessário aguardar mais algumas semanas no pé.

